É noite. Tarde, muito tarde da noite. E eu não consigo dormir. Essas três frases poderiam ser um poema, ou uma canção sertaneja. Daquelas bem grudentas, que a gente aprende quase sem querer. Taí outra frase de música romântica. Não vem ao caso agora. O que eu estava tentando dizer é que tenho insônia. Insônia é ter ou sentir? Só sei que vivencio-a.
E os motivos, eu não sei. Pode ser fome, medo, dor, pensamentos desorganizados. Sempre é. Acho que prefiro insônia de dor, assim você não é muito culpada pela incapacidade de dormir, é como uma isenção de sua desgraça pela manhã. Penso também que é culpa de LOST. Ou é culpa da raiva que eu sinto vez ou outra. Ou TPM, vai ver que é.
Aí eu entro na internet, pra ver quantos iguais a mim eu encontro. Poucos, pelo menos todos estão away, ou be right back. Meu MSN é em inglês, não pude escolher isso também. Nessa hora, navego pelas notícias, talvez haja algo a ser comentado, ou criticado, alguma notícia idiota. Estou no site da UOL, e vejo então a foto de Tahina, um filhote de lêmure, agarrado com um urso de pelúcio. Primeiro eu penso o que diabos seria um lêmure. E porque o urso na história? Ainda, o tal bicho é macho ou fêmea? Desisto.
Os minutos continuam passando, e eu só penso em que horas eu vou dormir. Culpa da picanha do almoço, da torrada do jantar, da banana do lanche? Não sei. Não durmo, e ainda não faço idéia do que seja o bendito lêmure.